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Ataque de Pânico e Transtorno de Pânico

A Crise ou Ataque de Pânico é uma sensação SÚBITA e INTENSA de medo, ansiedade ou desconforto na qual alguns desses sintomas devem estar presente:  ✔️Palpitações e aceleração do coração ✔️Sudorese ✔️Tremor ✔️Sensação de falta de ar ✔️Dor ou aperto no peito ✔️Enjôo ou desconforto abdominal ✔️Sensação de tontura ou vertigem ✔️Sensação de que se está prestes a desmaiar e perder a consciência ✔️Dormência em alguma parte do corpo ✔️Sensação de estranhamento do mundo externo, de que as coisas, de alguma forma, estão diferentes ou parecem irreais (Desrealização) ✔️Sensação de irrealidade e de estranhamento de si mesmo, de estar saindo de si, de desconexão (Despersonalização) ✔️Medo de morrer  ✔️Medo de estar enlouquecendo ou perdendo o controle e a consciência de si O ataque de pânico pode ser ESPERADO, ou seja, acontece em uma situação que gera ansiedade para a pessoa, por exemplo, falar em público para quem tem ansiedade social. Mas pode também ser INESPERADO, “do nada”, ou seja, dentro do contexto no qual a pessoa se encontrava no momento da crise, não conseguimos identificar o que foi que a desencadeou. A pessoa pode estar tranquila e, de repente, ser dominada por uma crise de pânico. Pode acontecer inclusive com uma pessoa que estava dormindo. Essas crises inesperadas, às vezes, causam mais ansiedade, justamente por sua imprevisibilidade, provocando um medo de ter novas crises.

Importante ressaltarmos que ter uma crise de pânico não significa ter o Transtorno do Pânico. Pessoas sem qualquer transtorno podem ter uma crise de pânico em um contexto de ansiedade. Além disso, as crises podem ocorrer em  outras condições psiquiátricas (em outros transtornos de ansiedade, como fobias, fobia social, transtorno de ansiedade generalizada; no transtorno depressivo; no estresse pós-traumático; no transtorno obsessivo-compulsivo) e até no contexto de condições médicas (doenças cardiovasculares e respiratórias, por exemplo). O Transtorno de Pânico é aquele em que acontecem crises recorrentes de pânico. É preciso que algumas delas sejam INESPERADAS. Para muitos, essa é uma experiência assustadora, angustiante e que gera ansiedade mesmo depois que passa a crise. Além de ser uma experiência intensa (muitos a descrevem como uma sensação de morte iminente), a imprevisibilidade de se ter ou não uma nova crise e a incerteza de quando e em que contexto pode acontecer geram muita angústia.  As pessoas que desenvolvem o Transtorno de Pânico passam a ter medo e preocupações sobre a possibilidade de ter novas crises. Podem também preocupar-se com as consequência imaginadas de uma crise de pânico e temer ter um ataque cardíaco, ou perder o controle e “enlouquecer”. (É importante entender que são consequências apenas imaginadas, pois não há nenhuma evolução da crise de pânico para outro problema: ela vem e passa!) A pessoa sente-se então muito insegura e começa a evitar atividades ou locais onde  já experimentou alguma crise de pânico ou que aumentem sua sensação de insegurança.

Quando está associada à AGORAFOBIA, apresenta também medo ou ansiedade de estar em locais em que pode ser difícil sair ou escapar ou em que pode não ter ajuda caso passe mal. Por exemplo: transporte público, locais abertos (parques, estacionamentos), locais fechados (teatro, cinema), locais cheios (shows, feiras) ou simplesmente sair sozinho.

Todo esse medo e toda essa insegurança acabam por afetar diretamente o dia a dia. A pessoa passa a restringir e reorganizar suas atividades e obrigações. É comum evitar ficar e sair sozinha com receio de não ter ajuda caso precise. A depender da gravidade, a pessoa pode não conseguir mais ir ao trabalho ou à faculdade, ou fazer atividades rotineiras como ir ao mercado. Pode desistir de planos, como viagens, por não estar em um lugar onde sente-se segura.




 
 
 

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